1934

Uma das páginas do primeiro exemplar do jornal Paraná-Norte, que circulou em 9 de outubro de 1934, tinha o título ce central ocupando quase toda a largura do jornal: “A Caminho do Paraguay!”. A chamada mistura entusiasmo e promessa, associando o Norte do Paraná a uma rota estratégica, produtiva e integrada ao restante do país.
O texto é uma mistura de jornalismo e propaganda. Com uma forte conexão com a Companhia de Terras Norte do Paraná, o jornal apresentava dados como argumento de convencimento. No centro da página, um quadro enumera os “Lotes vendidos”: 92 em 1930; 136 em 1931; 297 em 1932; 484 em 1933; 755 em 1934 (nove meses), totalizando 1.768 lotes. A progressão numérica constrói a narrativa do avanço.
Na parte inferior, outra afirmação direta: “Em começo de 1930 a população nesta zona era de ninguém”. Em seguida, a contraposição: “Hoje: cerca de 10.000 pessoas habitam as vizinhanças das novas cidades: Londrina e Nova Dantzig, Rolândia”. A cidade é apresentada como fato consumado, resultado visível da colonização planejada.
O próprio texto completa destacando o contexto promocional: “Quem quiser participar deste notável momento, adquiria terras da da Companhia de Terras Norte do Paraná”, com escritório em Londrina e agência em São Paulo (rua 3 de Dezembro, 48). O jornal funcionava também como instrumento de propaganda territorial, divulgando infraestrutura, números e perspectivas de crescimento.
A publicação ajudava a construir a imagem da região como espaço de oportunidade. Em uma época em que vender terras significava vender futuro, o impresso transformava estatísticas em argumento e argumento em projeto de cidade.
Fontes: Jornal Paraná-Norte / Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss / Acervo Londrina Histórica.
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