1959

Em 1959, ano em que Londrina celebrava seu Jubileu de Prata, o Grupo Permanente de Teatro (GPT) levou ao palco O Rapto das Cebolinhas, de Maria Clara Machado. A direção foi de Roberto Koln. A montagem integrou o conjunto dos 27 espetáculos realizados pelo primeiro grupo de teatro amador ao longo de sua história que durou sete anos.
A escolha do texto não era casual. Maria Clara Machado já se consolidava como uma das principais dramaturgas do teatro infantil brasileiro. Ao encenar sua obra, Koln buscava ampliar o público e formar plateias, aproximando crianças e famílias do hábito teatral. A apresentação ocorreu no antigo auditório da Rádio Londrina, espaço que havia sido adaptado pelo grupo após campanha comunitária para instalação de poltronas.
A fotografia do espetáculo, registrada por Augusto Galante, capta um instante da encenação. No elenco estavam Marcos Colli, Maria Nívea Magalhães, Maria Aparecida Scucuglia, Pedro Scucuglia, J. Oliveira, Fernando Pimenta da Cunha, Paulo Correia de Oliveira, Sebastião Felismino da Silva e Antonio Carlos de Souza.
A cidade vivia o auge da cafeicultura. A prosperidade econômica dialogava com iniciativas culturais que buscavam consolidar espaços de expressão artística. O GPT inseria-se nesse contexto, ocupando o palco com regularidade e criando repertório em meio a uma Londrina que crescia em ritmo acelerado.
O Rapto das Cebolinhas é um recorte dessa trajetória. A montagem evidencia o esforço de um grupo amador e a intenção de criar continuidade para o teatro na cidade. Entre o texto infantil, o auditório improvisado e a plateia formada, desenhava-se uma cena cultural que ainda dava seus primeiros passos.
Fontes: EPIGRAFIAS – Blog do Maurício Arruda Mendonça / Acervo Londrina Histórica.
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