1934

A fotografia de José Juliani mostra uma Londrina ainda recente, cercada pela mata e marcada por casas espalhadas em meio ao terreno aberto. O enquadramento, feito do alto da igreja matriz então recém-construída, permite ver um núcleo urbano ainda pequeno, com ruas sem pavimentação, lotes amplos e construções baixas distribuídas diante da borda da floresta. Em primeiro plano, à direita, aparece uma casa de porte muito superior às demais. Ao centro e à esquerda, predominam moradias mais simples, com telhados inclinados e implantação espaçada.
A grande casa à direita pertencia a Arthur Hugh Miller Thomas, o Mister Thomas, um dos diretores da Parana Plantations Ltd., de Londres, principal acionista da Companhia de Terras Norte do Paraná. O imóvel ocupava um terreno extenso na esquina da avenida São Paulo com a avenida Paraná. A presença dessa residência mais ampla no meio de um povoado ainda em formação ajuda a perceber a hierarquia espacial daquele primeiro momento: de um lado, a estrutura vinculada à companhia colonizadora; de outro, a malha urbana que começava a se consolidar.
Outro detalhe importante da imagem está no primeiro plano. Ali se vê o primeiro reservatório de água da cidade, ainda em construção. O fato de ele estar ao lado da igreja, no ponto mais alto, revela uma lógica prática da ocupação: os marcos simbólicos e os equipamentos essenciais dividiam a mesma cota do terreno. A matriz e o reservatório aparecem, assim, como referências complementares de uma cidade que precisava, ao mesmo tempo, organizar a vida coletiva e implantar sua infraestrutura básica.
Fontes: Blog Londrina Histórica / Foto: Acervo José Juliani, pertencente ao Museu Histórico de Londrina / Acervo Londrina Histórica.
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