1970

Enquanto as construtoras privadas disputavam o mercado de classe média e alta, a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Londrina) protagonizou uma revolução silenciosa: a verticalização da habitação social. Com 114 edifícios construídos entre 1970 e 2000, a Cohab foi responsável por 6,83% de toda a produção vertical da cidade, democratizando o acesso ao apartamento próprio para famílias de menor renda.
A atuação da Cohab-Londrina representava uma política pública inovadora: em vez de construir apenas casas populares, a companhia apostou na verticalização como forma de otimizar o uso do solo urbano e oferecer apartamentos dignos para trabalhadores de baixa renda. Era a democratização da modernidade urbana através da ação estatal.
Os edifícios da Cohab tinham características específicas: apartamentos menores mas funcionais, localizados em bairros com infraestrutura e preços subsidiados que tornavam o sonho do apartamento próprio acessível a professores, funcionários públicos, operários e pequenos comerciantes.
Naquele período, junto com a Cohab-Londrina, outras entidades estatais contribuíram para a habitação social vertical: a Cooperativa Habitacional Bandeirantes (Cohaban) com 33 edifícios, a Caixa de Aposentadoria e Previdência da Prefeitura Municipal (Caapsml) com 7 edifícios, o Inocoop com 9 edifícios e o Instituto de Previdência do Estado (IPÊ) com 1 edifício. Juntas, essas entidades construíram 164 edifícios, representando 9,82% de toda a produção vertical londrinense.
Fontes: Passos, Viviane Rodrigues de Lima. A verticalização de Londrina: 1970/2000 – ação dos promotores imobiliários. UEL, 2007 / Prefeitura do Município de Londrina / Acervo Londrina Histórica.
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