Uma cidade que aprendia a combater epidemias

Uma cidade que aprendia a combater epidemias

1960


A saúde pública também faz parte da história urbana de Londrina. Antes que a cidade tivesse uma rede mais estruturada de atendimento, epidemias e campanhas sanitárias já obrigavam médicos, autoridades e moradores a pensar coletivamente o cuidado.

Em meados de 1937, ocorreu uma epidemia de tifo que afetou principalmente a comunidade de Rolândia. Naquele contexto, o médico sanitarista Gabriel Martins, então Delegado de Higiene do Município, improvisou quinze leitos de urgência para atender pessoas pobres acometidas pela doença. O espaço funcionava numa casa de madeira cedida por Alexandre Razgulaeff, engenheiro da Companhia de Terras Norte do Paraná, na então rua do Comércio, atual Benjamin Constant, esquina com a rua Mato Grosso.

A descrição mostra uma cidade ainda sem hospital público, na qual o enfrentamento das doenças dependia de arranjos emergenciais. Medicamentos e equipamentos vinham do Estado; materiais cirúrgicos podiam ser trazidos do Hospital da Companhia; médicos e voluntários precisavam adaptar espaços existentes para responder ao problema.

Décadas depois, fotografias de campanhas de vacinação mostram outro momento da saúde pública londrinense. Na foto, a vacinação contra varíola na avenida Paraná, na década de 1960, indica uma cidade que ampliava sua capacidade de prevenção.

A saúde deixava de ser apenas atendimento individual e passava a envolver políticas, campanhas, ruas, praças e participação da população. Ao combater epidemias, Londrina também aprendia a se organizar como cidade.

Fontes: Revista Londrina Documenta n. 3, do Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss / Acervo Londrina Histórica.

Compartilhe

Inscreva-se

* respeitamos nossos inscritos, não enviamos spam.

Inscreva-se

* respeitamos nossos inscritos, não enviamos spam.

Cookies: nós captamos dados por meio de formulários para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.