A lanterna japonesa de mais de 400 anos que chegou a Londrina

1989


Na Praça Nishinomiya, junto à avenida Santos Dumont, em frente ao aeroporto de Londrina, existe um monumento que pode passar despercebido para quem atravessa o local com pressa. Talhada em pedra, com gravuras orientais em alto-relevo e 3,4 metros de altura, a Lanterna Kasugatoro guarda uma história muito mais antiga do que a própria cidade de Londrina.

A peça é um exemplar original do Japão e, segundo o Inventário de Monumentos da Diretoria de Patrimônio Histórico-Cultural (Secretaria Municipal da Cultura), possui mais de 400 anos. Foi doada pela Prefeitura de Nishinomiya em setembro de 1989 como símbolo da amizade entre a cidade japonesa e Londrina. A inscrição preservada junto ao monumento registra a doação feita pelo então prefeito de Nishinomiya, Yoneji Yagi.

A lanterna chegou um ano depois da inauguração da própria Praça Nishinomiya. Aberto em fevereiro de 1988, o espaço havia sido projetado pelo arquiteto Humberto Yamaki como uma interpretação de elementos dos jardins japoneses. A praça foi construída com recursos enviados por Nishinomiya e reuniu referências como caminhos sinuosos, uma estrutura inspirada nos torii dos templos xintoístas e outros elementos ligados à cultura japonesa.

A Kasugatoro acrescentou outra camada a esse conjunto. Não se tratava de uma reprodução feita especialmente para a praça, mas de uma peça antiga trazida do Japão. O inventário municipal explica que lanternas desse tipo são utilizadas naquele país como elementos de decoração pública. Em Londrina, aquela peça passou a representar concretamente a relação construída entre as duas cidades.

Quando a Folha de Londrina voltou ao local em 2018, moradores antigos ainda lembravam da cerimônia de instalação, realizada com presença de visitantes japoneses. Naquele momento, a lanterna continuava sendo um dos cinco monumentos existentes na praça.

Fontes: Inventário de Monumentos do Plano Diretor de Patrimônio Histórico-Cultural de Londrina — Lanterna Kasugatoro (M29), levantamentos de 2004, 2019 e 2020 / Acervo Folha de Londrina / Acervo Londrina Histórica. 

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