Quando o humor circulava entre o teatro, o rádio e a televisão

1980


Nas décadas de 1980 e 1990, a cena cultural de Londrina era marcada por uma circulação intensa entre linguagens. Artistas que começavam no teatro apareciam no rádio, faziam televisão, publicidade, campanhas institucionais e apresentações em escolas ou eventos. A trajetória de Lázaro Câmara conta sobre esse ambiente.

Formado no contato com o humor desde cedo, quando participou dos programas do palhaço Picolino, Lázaro levou essa experiência para diferentes espaços. No teatro, construiu personagens e espetáculos próprios; no rádio, participou de programas de variedades e humor; na televisão, integrou quadros e atrações locais. Em vez de uma carreira dividida em compartimentos, havia uma atuação contínua entre meios diferentes.

Entre esses projetos, estão o programa Os Bananas na Rádio Cruzeiro AM, quadros de humor no programa de Mafalda na TV Tropical, campanhas para os Cines Catuaí, vinhetas para a Folha FM e apresentações pelo Paraná em parceria com o Sebrae. Esse modo de trabalhar dizia muito sobre a própria estrutura cultural da cidade. O artista local precisava ser também produtor, comunicador e, também, empreendedor.

A história de Lázaro Câmara ajuda a lembrar esse período em que as fronteiras entre ator, humorista, radialista, apresentador e publicitário eram muito mais porosas. Em Londrina, fazer cultura significava muitas vezes circular por todos esses lugares.

Fontes: depoimento público de Márcio Américo sobre Lázaro Câmara, no Facebook / Acervo Londrina Histórica.

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