1933

Em 1933, Londrina já contava 396 casas. No meio desse conjunto ainda pequeno, uma residência ganhou nome próprio e virou referência: a Casa Sete. Era um casarão pertencente à Companhia de Terras Norte do Paraná, usado para abrigar funcionários solteiros e, em ocasiões específicas, receber visitantes considerados “ilustres”. O lugar também é considerado o primeiro espaço de vida social de Londrina.
No local, hoje, funciona o Bourbon Hotel. Moravam ali quatro nomes citados com frequência: George Craigh Smith, Dino Schneider, Luiz Estrella e Eugênio V. Larionoff. Em outros momentos, também passaram pela casa funcionários como Ernesto Rosenberg, Dr. Evald e Charles Newbery. Mais do que uma lista, o que esses registros indicam é a função do lugar: num núcleo urbano em formação, a Casa Sete operava como base de convivência e camaradagem e como cenário de sociabilidade.
O que se descreve sobre a casa ajuda a entender por que ela se tornou quase um personagem. Os jantares, as “cocktail parties” e as festas apareciam como uma tentativa deliberada de produzir um “ambiente civilizado” em meio ao improviso. A decoração, muitas vezes, era feita com ramos de palmito e flores silvestres. A iluminação podia vir de lanternas chinesas. E, ainda assim, havia um esforço de formalidade: homens de smoking, moças com vestidos longos, à moda britânica, como se o ritual social também fosse uma forma de afirmar permanência.
Em torno desses moradores, formava-se uma rede de convívio. São citados pioneiros que circulavam por ali, como Carlos de Almeida (o primeiro delegado), Caetano Otranto, Amadeo Boggio, Elias Taran, Guilherme Pires e Vladimir Revensky.
Fontes: Museu Histórico de Londrina Pe. Carlos Weiss / Acervo Londrina Histórica.
Compartilhe
* respeitamos nossos inscritos, não enviamos spam.
* respeitamos nossos inscritos, não enviamos spam.
Cookies: nós captamos dados por meio de formulários para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.