1930

Antes de Londrina ter ruas consolidadas, prédios públicos, hospitais e comércio estruturado, houve a primeira clareira. E, segundo a Revista Londrina Documenta n. 3, esse momento inicial da cidade também foi registrado pela fotografia.
O responsável por esse registro foi George Craig Smith, funcionário da Companhia de Terras Norte do Paraná. A publicação o menciona como o fotógrafo que registrou Londrina em sua primeira clareira e em seu primeiro acampamento. A informação é breve e indica que a cidade nasceu de um projeto de colonização e acompanhada por imagens.
Esse dado ajuda a entender a importância da fotografia na construção da memória londrinense. A abertura da mata, os primeiros acampamentos, os ranchos, as ruas em formação e os edifícios iniciais não ficaram restritos à lembrança oral dos pioneiros. Parte dessa experiência foi fixada em imagens que, décadas depois, permitiriam recompor visualmente o início da cidade.
É importante observar que o Documenta 3 cita George Craig Smith como autor desses registros iniciais, tornando-o, para além da sua função administrativa na Companhia, um cronista visual daquele tempo. Ele aparece como um dos primeiros nomes ligados à visualidade de Londrina, antes mesmo de outros fotógrafos que se tornariam mais conhecidos no registro do crescimento urbano.
A história de George Craig Smith mostra que a colonização também teve uma dimensão visual. Fotografar a clareira era, de certo modo, transformar o começo em documento. Era registrar o instante em que a cidade ainda era promessa, acampamento e abertura no meio da floresta.
Fontes: Revista Londrina Documenta n. 3, do Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss / Acervo Londrina Histórica.
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