1932

Antes mesmo de Londrina existir oficialmente como município, os acontecimentos que marcaram a Revolução Constitucionalista de 1932 já influenciavam o destino da região que, poucos anos depois, se transformaria em um dos maiores polos urbanos do interior brasileiro. Embora o conflito tenha ficado conhecido como um movimento liderado por São Paulo, seus reflexos ultrapassaram as fronteiras paulistas e alcançaram o então Norte do Paraná, ainda em processo de ocupação e colonização.
Deflagrada em 9 de julho de 1932, a Revolução Constitucionalista reuniu militares e milhares de voluntários paulistas em defesa da convocação de uma Assembleia Constituinte, dois anos após a ascensão de Getúlio Vargas ao poder. O confronto durou cerca de três meses e terminou com a derrota militar de São Paulo, mas acabou acelerando o processo que levaria à promulgação da Constituição de 1934.
Naquele momento, a Companhia de Terras Norte do Paraná intensificava o projeto de colonização da região onde Londrina seria fundada oficialmente em dezembro de 1934. A guerra, entretanto, provocou dificuldades logísticas e econômicas. A circulação de pessoas e mercadorias foi afetada, investimentos sofreram desaceleração e parte das atenções do governo e da iniciativa privada voltou-se para o conflito. Mesmo assim, o empreendimento britânico não foi interrompido.
Muitos dos primeiros moradores de Londrina vieram do interior paulista nas décadas de 1930 e 1940. Entre eles estavam famílias que viveram diretamente o ambiente político e social da Revolução Constitucionalista ou que decidiram recomeçar a vida em terras paranaenses pouco tempo depois do conflito. Ao chegarem, trouxeram costumes, sotaques, experiências e memórias que ajudariam a formar a identidade cultural da cidade nascente.
Fontes: CPDOC/FGV – Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil / Arquivo Público do Estado de São Paulo / Acervo Londrina Histórica.
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