1957

A antiga Casa Berço, onde Madre Leônia Milito viveu desde 1957, deixou de ser vista apenas como local de memória religiosa. Com o passar do tempo, passou também a ser reconhecida como um bem de interesse para a preservação da história de Londrina.
Esse reconhecimento ganhou forma institucional em 22 de novembro de 2023, quando foi apresentado o pedido de tombamento da Casa da Memória Madre Leônia Milito. A solicitação partiu da Congregação das Missionárias de Santo Antônio Maria Claret, responsável pela preservação do imóvel e de seu acervo.
O estudo técnico elaborado em 2024 procurou justamente identificar os valores históricos, arquitetônicos e de memória presentes no edifício. A análise considerou não apenas a casa isoladamente, mas sua relação com o conjunto religioso formado ao redor dela ao longo das décadas.
A proposta de preservação envolve a própria Casa da Memória, o caminho que a conecta ao Instituto Coração de Maria e a leitura do chamado Complexo Madre Leônia Milito. O conjunto reúne edifícios construídos em momentos diferentes, como o Asilo São Vicente de Paulo, o antigo Lar Santo Antônio, o Instituto Coração de Maria e a Paróquia São Vicente de Paulo.
O estudo destaca a importância da volumetria dos edifícios, das relações entre eles e da paisagem formada pelo complexo. Em outras palavras, preservar a casa significa também manter legível o território que se formou ao seu redor.
A Casa da Memória já havia recebido outros reconhecimentos. Em 2010, foi declarada de utilidade pública municipal. No ano seguinte, o Complexo Madre Leônia Milito foi reconhecido por lei como área de interesse histórico, cultural, turístico e religioso.
A discussão sobre seu tombamento acrescenta uma nova camada a essa trajetória.
A pequena casa que começou como residência de religiosas, depois se tornou museu, passou também a ser entendida como testemunho material da formação de uma parte da zona sul de Londrina e da atuação social e religiosa ali desenvolvida.
Fontes: Boletim Especial Museu Histórico de Londrina, v. 17, nº 34, novembro/dezembro de 2024 / Acervo Londrina Histórica.
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