O sistema que economizava 8% e mudou a construção civil

1980



Nos anos 1980, uma modalidade de construção que representou uma inovação tributária transformou o mercado da construção civil londrinense: o sistema de condomínio fechado, que permitia economia de 8% a 9% apenas em impostos. Sem a incidência de PIS e COFINS, que recaíam sobre as incorporações tradicionais, esse modelo tornou-se a alternativa preferida de milhares de famílias que sonhavam com o apartamento próprio.

O funcionamento era engenhoso: como todo o recurso utilizado na obra pertencia ao grupo de condôminos, não estava sujeito à tributação empresarial. A construtora atuava apenas como prestadora de serviços, administrando a aplicação dos recursos e prestando contas mensalmente aos representantes do grupo.

Além da economia tributária, o sistema oferecia outras vantagens importantes. As parcelas eram reajustadas anualmente pelo CUB (Custo Unitário Básico), índice regional que refletia a variação real dos preços da construção civil. Se os condôminos desejassem, podiam manter ou alterar os valores das parcelas conforme decisão da maioria.

A segurança era outro atrativo fundamental: desde o início, o imóvel ficava em nome do condômino. Caso a construtora enfrentasse problemas, o grupo simplesmente contratava outra empresa para concluir a obra. Era um jeito de construir que combinava economia, transparência e proteção, valores essenciais numa época de instabilidade econômica.

Fontes: Dissertação de Viviane Rodrigues de Lima Passos. A verticalização de Londrina: 1970/2000 – a ação dos promotores imobiliários (UEL, 2007) / Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss / Acervo Londrina Histórica.

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